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Yzalú lança seu primeiro album com musica inedita de Sabotage

Escrito por Marcelo em . Postado em Músicas

Yzalú

Depois de 13 anos envolvida na cena musical, Yzalú lança, no Dia Internacional da Mulher, seu primeiro disco, “Minha Bossa é Treta”. “Eu trabalhava como  Analista Logística em uma empresa multinacional, mas, há um ano, resolvi deixar essa carreira para me dedicar, totalmente, para a música.  Estou com 33 anos de idade e só agora pude  gravar o meu primeiro disco, economizando cada centavo, fazendo hora extra e uma série de shows para bancar o sonho de ter o meu próprio material de trabalho. Nunca é tarde para tentar viver do que se ama, basta acreditar e não esperar que façam por você, não é? Se há verdade e força de vontade, apenas faça!”, ressalta a artista.

Com 12 faixas produzidas por Marcelo Sanches, “Minha Bossa é Treta” traz referências musicais como, por exemplo, o samba jazz, rap, afrobeat e MPB. Além disso, o álbum conta com a participação do rapper Pazsado e inclui uma composição inédita do Sabotage, onde Yzalú explora uma bossa marginal, investindo, apenas, na voz e nos acordes do violão.

Essa é a continuidade de algo que começou em 2003 e representa, com muita felicidade, tudo que eu sou. “Minha Bossa é Treta” é simples, verdadeiro e intenso! É um universo desconhecido, convidativo e que vale a pena conhecer. Fui dirigida e produzida pelo grande guitarrista Marcelo Sanches, que respeitou e entendeu a minha arte. Os músicos que compõem esse time também são maravilhosos, como é o caso do percussionista e cantor Gustavo Da Lua (integrante da Nação Zumbi) e da baterista Bianca Predieri. Estou muito satisfeita com o resultado, dei o meu melhor e espero que o público consiga perceber isto”.

Natural de São Bernardo do Campo, São Paulo, Yzalú começou o seu contato com a música aos 15 anos de idade, quando, sozinha,  aprendeu a tocar violão. Em 2002, fez parte da segunda formação do Essência Black - um grupo de rap formado por mulheres.

“A figura feminina sempre me trouxe muita força. Não é coincidência estar lançando hoje, Dia Internacional da Mulher, o meu primeiro CD. Aliás, vale ressaltar que a minha maior influência foi e continua sendo a rainha Dina Di, tão essencial para o rap e, principalmente, para nós mulheres que fomos bem representadas em suas letras. Lembro que, em 2009, tive a imensa felicidade de conhecê-la pessoalmente. Esse encontro me fez enxergar, através dela, as minhas próprias qualidades enquanto uma artista negra, oriunda dos morros da periferia do Jardim Thelma, em São Bernardo do Campo. Eu cresci na cultura marginal... E me orgulho disso”.

Reafirmando o seu lado feminista, Yzalú gravou, em 2012, “Mulheres Negras”, um presente do rapper Eduardo Taddeo. Esse single, segundo a própria cantora, escancara uma realidade velada, enraizada há séculos e sustentada, sutilmente, por uma indústria do ódio. “Nós, mulheres negras, crescemos em uma sociedade que nos exclui, claramente, à luz do dia. Nós não podemos nos orgulhar de quem somos e como somos. Muito pelo contrário! Existimos para, simplesmente, obedecer e aceitar o que sempre nos ofereceram. É só olhar para as estatísticas... Elas não mentem”.

Integrante do projeto “Divas do Hip Hop”, a cantora já participou de shows de grandes nomes como, por exemplo, Detentos do Rap, Mano Brown, Dexter,  Ice Blue, Lino Krizz, Detonautas e DBS.

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