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Em entrevista, Glauber MC fala de sua trajetória como músico

Escrito por Marcelo em . Postado em Informativo

Glauber MCEm entrevista Glauber Santana, Glauber MC, fala um pouco de sua trajetória na música e no rap. Explica como foi a transição de um baterista de rock para um Mestre de Cerimônia (MC). Fala de suas referências e projetos para 2014. Confira:

 

01 - Glauber Santana já é músico há bastante tempo, conhecemos sua carreira como baterista em bandas de Rock, porém como nasceu o Glauber MC?

R – Então irm@s, na verdade Glauber MC surge da necessidade de continuar com a música na minha vida, a falta de grana pra comprar instrumentos na época pra poder montar uma banda também ajudou. Sempre fui envolvido com música, sempre fui apaixonado por música, porém teve certo tempo da minha vida que me vi só eu e um amigo que tocava junto há um tempo, foi quando resolvemos parar de mexer com banda que além de tudo era muito desgastante, e trabalhar “sozinhos”. Já tínhamos algumas coisas escritas. Foi aí que eu conheci de verdade, de perto a cultura hip hop e me identifiquei muito. Porque uma coisa é você ouvir rap, outra é você conhecer a cultura hip hop e todas suas vertentes.

02 - O que o leva a compor? Quais são as inspirações, motivos e referências?

R- Eu componho porque é minha maneira de levar a mensagem de Jah (Deus). Mensagem essa que é de amor, justiça, valorização do ser humano. E nessa caminhada posso lhe dizer que aprendi muita coisa ouvindo os sons de manos como Mv Bill, GOG, Natiruts, Charlie Brown jr, Edi rock, Bob Marley e sua geração de filhos, Lauren Hill entre outros, isso estamos falando mais direcionado a musicalidade e letras por que na verdade toda minha vivência e experiência me influenciam diretamente, tudo que eu vejo e vivo é o que eu coloco nas minhas composições.

03 - 'Assuma sua postura de sujeito histórico' é um dos versos de sua música. Conte-nos sobre a importância de tal comportamento, ou seja, de assumir-se como protagonista.

R- É você saber quem é, de onde vem, e pra onde vai. E como você falou ser protagonista, ou seja, o ator principal de sua própria história, não deixar ninguém controlar sua vida.

04 - Quais outros projetos ou ações desenvolve além da música?

Na verdade é também através de minhas músicas que faço um bate papo com crianças e adolescentes nas escolas, abordando e dialogando temas das músicas.

E também sou tatuador, já acompanho a arte há muito tempo, e á pouco tempo resolvi colocar em prática.

05 - Irá lançar algum produto neste próximo semestre?

R - Estou gravando meu primeiro CD, creio que até o fim do ano já esteja lançando.

06 - Como você enxerga a atual situação do mercado fonográfico brasileiro? Ainda é interessante o lançamento de um Álbum físico ou apenas virtual? Por que?

R - Entendo que a venda de CDs hoje não é mais lucrativa como já foi um dia, logo pra quem procura esse fim não encontra, porém é importante sim você possuir o CD em espécie até mesmo para seu portfólio como músico profissional, e também ainda existem muitas pessoas que não tem ou simplesmente não gosta de Internet, logo esse público tem que ser assistido também. Tem muita gente que ainda da muito valor no lance de ter o CD, ler os encartes e tudo isso. E também ter o trabalho disponibilizado na Internet é importante, a Internet é um meio que comunicação muito forte, você alcança lugares mais distantes em pouco tempo.

07 - Em suas canções sempre cita a importância da luta e justiça social. Como você enxerga hoje a campanha e projetos a favor da redução da maioridade penal, que ao invés de justiça e opressão social?

R – O que precisamos é de colocar em ordem esse progresso. Sistema babilônico não quer saber de investir em desenvolvimento para os pobres, porque miséria gera lucro. Se diminuir a maioridade não vai resultar em nada mais que presídios mais lotados, esse mesmo que era pra servir de centro de recuperação é transformado em centro de fomentação de ações criminosas, porque o sistema prisional no Brasil não funciona como era pra ser. Você reduzir a maioridade penal não resolvi o problema, o mal tem que ser cortado pela raiz, e não aparado as pontas.

08 - Agradecemos pela entrevista e deixamos aqui espaço para divulgação dos trabalhos e contatos, bem como comentários livres. Há algo que gostaria de expor, mas não foi perguntado?

R - Eu que agradeço a oportunidade de compartilhar com os irmãos e as irmãs um pouco da minha caminhada.

Quero dizer a todas e todos que faço música por amor a música e a quem escuta, por isso procuro manter uma postura e compromisso com quem vai ouvir. Procuro não jogar palavras ao vento, cantar só porque me faz bem, mais sei que tem pessoas em vários estados sentimentais que pode estar precisando de uma palavra de amor e de esperança muitas vezes.  A arte pela arte é pouca, a música tem o poder de mudar pensamentos e sentimentos. Uma arma tão forte é preciso sapiência para manejá-la.

Quero deixar uma reflexão que é uma parte de uma música minha:

Do que você precisa ?
Então o que será realmente necessário
Para minha passagem, um mero visionário
Olho lá na frente tá tudo embaçado
Parece inevitável, um futuro ameaçado
Século 21 ainda reina a morte
Em cada assinatura documento pro boicote
Cortaram educação, saúde e lazer
É cada um por si, é matar pra não morrer

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