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Aranha enfrenta racismo com rap e família

Escrito por Marcelo em . Postado em Internacional

Por Danilo Muniz - Fonte original: www.pn5.com.brAranha

Após ser vítima de ofensas racistas na última quinta-feira, na partida entre Grêmio e Santos pela Copa do Brasil, o goleiro Aranha deu uma entrevista exclusiva para o Fantástico, onde fala um pouco sobre a situação que viveu nos gramados do Rio Grande do Sul.

Na entrevista, Aranha afirma que tem dó da gremista que foi flagrada pelas câmeras da ESPN Brasil chamando o goleiro de macaco, diz que tem pena da atitude da garota como ser humano e também das consequências que ela terá que arcar no processo.

Flagrada pelas câmeras, a torcedora gremista já está sofrendo duras represálias após o ato racista. A garota já foi demitida de seu emprego em Porto Alegre, teve sua casa apedrejada e recebeu milhares de ofensas e ameaças nas redes socias, resultando na retirada dos perfis dela no twitter, instagram e facebook.

A garota deve depor na polícia em Porto Alegre hoje, dia 1º de setembro. Na entrevista, Aranha diz que só espera que ela não pise mais em um estádo de futebol. O goleiro lavrou um boletim de ocorrência denunciando as atitudes racistas dos torcedores gremistas na última sexta-feira, 29 de agosto.

Aranha, racismo e o Rap

Segundo Aranha, essa não é a primeira vez em que ele é alvo de ofensas racistas. O goleiro comenta que esse fato deplorável faz parte de sua vida e lidar com o preconceito, infelizmente virou marca em sua vida, dentro e fora do futebol.

“Eu sei que muitas vezes não sou aceito, mas tolerado. Porque sou goleiro do Santos, bicampeão mundial, porque tenho um carro bonito, porque compro isso ou aquilo. Então, muitas vezes sou tolerado, mas não sou aceito. Já morei em prédios, minha família está de testemunha, que não me davam nem um bom dia”, desabafou em entrevista para o Fantástico.

Para lidar com o preconceito de todos os dias, Aranha diz que a família é seu porto seguro e que as músicas de rap são responsáveis pela tranquilidade que encara toda essa situação.

“Tive a felicidade de aprender com o rap. É um pessoal bem informado sobre política religião e a história do seu país. Como na periferia a gente ouve muito isso, porque é aquilo que está na nossa realidade, eu cresci preparado para esse tipo de situação”.

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