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Sesc Belenzinho recebe Martinho da Vila, MC Linn da Quebrada, MC Crespo e Mulheres do Rap

Escrito por Marcelo em . Postado em Eventos

Sesc Belenzinho recebe Martinho da Vila, MC Linn da Quebrada, MC Crespo e Mulheres do RapEm janeiro, nomes importantes do rap, do funk ativista e um dos mestres do samba farão parte da programação especial do festival que exalta as matrizes culturais africanas e o feminismo negro

Uma agenda imperdível de shows marca a continuidade da mostra Motumbá - Memórias e Existências Negras. O evento, que acontece no Sesc Belenzinho desde novembro e continua até março do ano seguinte, traz para o início de 2017 uma programação planejada sob medida para quem é fã de samba, do novo funk engajado, contestador e dançante e também para os entusiastas das mulheres no rap brasileiro.

Logo na primeira semana de janeiro,Martinho da Vila (de 5 a 8/01)apresenta as canções do seu álbum de estreia Martinho da Vila – 1969. No show, inédito e concebido especialmente para o Sesc Belenzinho, serão apresentadas músicas que estão na boca do povo até hoje, como O Pequeno Burguês, Casa de Bamba e Quem É do Mar Não Enjoa. Martinho estará acompanhado por uma grande banda, que inclui seus filhos Maíra Freitas, Juliana Ferreira e Tunico Ferreira.

Saltando do samba de Vila Isabel (RJ) para o que há de mais atual no gênero funk, o mês segue com show da MC Linn da Quebrada (13/01). Linn é artista versátil, trans da Zona Leste paulistana, conhecida por usar sua música como ferramenta de transformação social e quebra de paradigmas sexistas. Com a participação da rapper Lay, outra revelação do ativismo LGBT na música contemporânea, ela vem munida de letras políticas de protesto, poderosas e dançantes. A promessa é de um show performático e animado.

Depois a programação segue com rap nacional, trazendo primeiramente a apresentação de Crespo MC (14/01), que lançará seu novo disco Maldito, gravado em parceria com o DJ Revolution, lenda americana do mundo dos DJs. O que o público pode esperar do show? Músicas com arranjos bem trabalhados e inspiradas no cinema novo e no trash movie, passando pelos malditos da MPB (por isso o nome do álbum), por sambas menos populares e pelo rap underground. Crespo MC também apresenta composições que homenageiam artistas brasileiros como Glauber Rocha e Zé do Caixão.

E, para fechar o mês e celebrar o feminismo na cultura hip hop, acontece o show das Mulheres do Rap: Cris SNJ, Shirley Casa Verde, Stefanie Roberta e Yzalú (21/01), com participação especial da MC Luana Hansen. Todas elas vão se reunir no palco para apresentar canções próprias e fazer releituras vibrantes de sucessos do rap nacional.

A mostra de artes negras Motumbá - Memórias e Existências Negras integra diversas linguagens artísticas e ações culturais com o objetivo de apresentar um panorama das poéticas, estéticas e temáticas produzidas e interpretadas por grupos e artistas negras, negros e periféricos. Segue até março com programação variada, oficinas, debates, apresentações de teatro, performance, dança, shows musicais, saraus literários e muito mais.

Abaixo, mais detalhes sobre os artistas e a programação de Música que a mostra Motumbá preparou para janeiro:

MARTINHO DA VILA

Batizado de Martinho da Vila 4.5 Atual, o novo álbum que regrava as músicas do disco de estreia lançado em 1969, será apresentado em um show inédito no Sesc Belenzinho.No projeto, Martinho dá uma nova roupagem a canções já consagradas pelo público e mostra que consegue ser atual, sem deixar de ser clássico. Primeiro sambista a ultrapassar a marca de um milhão de cópias com o CD Tá Delícia, Tá Gostoso, lançado em 1995, no Sesc Belenzinho ele se apresenta comum a grande banda em sua formação completa, composta por músicos com carreiras solo de sucesso, como suas filhas Maíra Freitas (artista de respeito crescente em sua própria carreira solo) e Juliana Ferreira (backing vocal), a percussão está sob o comando do seu filho Tunico Ferreira, o baterista Paulinho Black (da banda Sandálias de Prata), além de Wanderson Martins (cavaquinho e direção musical), Cláudio Jorge (violão, muito elogiado pela crítica por seu trabalho independente sobre Ismael Silva), Ivan Machado (baixo), Victor Neto (sopros) e Kiko Horta (teclados, fundador do aclamado Boitatá, no Rio).

Duração: 1h30

Entre os dias 5 a 7/1, quinta a sábado, das 21h às 22h30

Dia 8/1, domingo, das 18h às 19h30

TEATRO

Não recomendado para menores de 12 anos

Ingresso - R$30,00 / R$15,00 / R$9,00

MC LINN DA QUEBRADA

Com participação de Lay

“Bicha, trans, preta e periférica. Nem ator, nem atriz, atroz. Bailarina, performer e terrorista de gênero.” É assim que se descreve MC Linn da Quebrada,artista que é formada na Escola Livre de Teatro de Santo André, estudou ballet clássico e dança contemporânea no Centro de Artes Pavilhão D e lançou recentemente o single Enviadecer, com produção da rapper Luana Hansen. A canção fala sobre imposições sociais no mundo LGBTQ+.Moradora de um bairro localizado na extrema Zona Leste de São Paulo, Linn se dedica ao funk para empoderar a periferia. "Eu falo de um lugar no qual eu me reconheço, falo da quebrada, com a quebrada e para a quebrada. Falo sobre movimento e resistência. Dançar sobre as ruínas desse patriarcado machista é libertador." Entre as referências de Linn no mundo do funk estão artistas como Mc Xuxú, Mc Trans, Deize Tigrona, Valesca Popozuda, Tati Quebra Barraco e a precursora Cláudia Wonder.

Duração: 1h30

Dia 13/1, sexta, das 21h30 às 23h

COMEDORIA/APRESENTAÇÃO

Não recomendado para menores de 18 anos

Ingresso - R$20,00 / R$10,00 / R$6,00

CRESPO MC

Rapper que liderava o coletivo Casa di Caboclo dá um novo passo em sua carreira e presta homenagem aos artistas marginais com o lançamento do álbum Maldito, feito em parceria com o DJ americano Revolution. Crespo MC se apresenta ao lado de Oscar Filho (bateria), Chico Neto (guitarra), Ivan Paiakan (contra-baixo), Killa (DJ), Cauê Vieira (saxofone) e Felipe Pipeta (trompete).

Duração: 1h30

Dia 14/1, sábado, das 21h às 22h30

TEATRO

Não recomendado para menores de 12 anos

Ingresso - R$20,00 / R$10,00 / R$6,00

Mulheres do Rap: Cris SNJ, Shirley Casa Verde, Stefanie Roberta e Yzalú

Com participação da MC Luana Hansen

As mulheres entraram na cena do hip hop brasileiro aos poucos e ganharam voz, força e muita disposição para militar. Cris SNJ começou no SNJ, grupo ativista da cultura hip hop, ao lado do qual ganhou prêmios, viajou o Brasil, participou de diversos projetos e shows com parceiros como Thaíde, Xis, Rapadura, Edy Rock, RZO, De Menos Crime, Z'África Brasil e Posse Mente Zulu. Fez parte de projetos relevantes de rap feminino como Mulheres Negras e Divas do Hip Hop, em 2016 lançou o seu álbum solo Evoluindo Através dos Tempos.//Shirley Casa Verde traz para seu nome o bairro em que cresceu e que tem como uma espécie de quilombo, não só pela grande quantidade de negros, mas pela cultura que permeia o cotidiano da comunidade. E foi nesse bairro que ela se aproximou da música. Integra já há dez anos o grupo de rap Ca.Ge.Bê (Cada Gênio do Beco), junto com Cezar Sotaque e DJ Paulinho. Também tem sua carreira solo, compondo e realizando participações em projetos musicais. // Stefanie Roberta rima, compõe, tem levada e métrica peculiares e se dedica à militância política. Gravou com Lurdes da Luz, Max BO e Arnaldo Tifú e reescreveu na Remix tape do rapper Emicida, Rua Augusta. Em uma linha mais romântica, mostrando a sua versatilidade, com produção de Sorry Drummer e participação do MC Rashid, o single Perto de Mim recentemente foi lançado. Atualmente finaliza seu primeiro álbum. //Yzalú fez parcerias com grupos Essência Black, Walter Limonada e Ordem Própria, participando de shows e produções musicais, anos depois, quando postou um vídeo na internet da música Jesus Chorou dos Racionais Mc's. O seu primeiro trabalho solo, o CD Minha Bossa é Treta, conta com músicas autorais, além da faixa inédita do Sabotage, Figura Difícil, Humildade em Alto Nível.

Duração: 1h30

Dia 21/1, sábado, das 21h30 às 23h

COMEDORIA/APRESENTAÇÃO

Não recomendado para menores de 18 anos

Ingresso - R$25,00 / R$12,50 / R$7,50

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