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Lançamento. Cíntia Savoli divulga o CD: Bruta Flor

Escrito por Marcelo em . Postado em BSB

Bruta Florpor: Oganpazan

Bruta Flor brota no cenário do rap nacional com muita força, apresentando os espinhos e as plantas venenosas que somente com muita luta podem ser superadas para alcançar a beleza de um campo florido. Como excelente jardineira, a MC trabalha o terreno assumindo as lutas do povo negro e pobre das periferias, poetizando as tragédias e problemas cotidianos. Buscando os extratos mais profundos onde as raízes – as verdadeiras causas – de nossas mazelas foram plantadas e aos poucos vai desfolhando e trazendo a luz os verdadeiros culpados.

Em suas nove músicas, a EP “Bruta Flor”, álbum de estreia de Cíntia consegue mapear com muita intensidade as suas lutas e unificá-las com uma potência poucas vezes vista. O disco é pesado no conjunto, entre as rimas, flows e os beats, como nas participações, o amor fica como força motriz que subsidia a revolta. O disco conta com participações de muitas cabeças caras da cena do rap soteropolitano: Morango NE, Galf, Diego 157 (que também assina a excelente produção), Ravi Lobo, Tiago Negão, Samuel PX e o grupo Vandalismo Poético. Talvez pudéssemos dizer que o disco se situa naquele espectro do rap nacional que podemos chamar de old school, no que tange a fazer um rap de protesto, sem espaço para solilóquios, ou para temáticas mais underground. A pegada é contestação social e política do início ao fim, obviamente com tudo atualizado e numa linguagem moderna e condizente com o seu tempo. Não existe cheiro de mofo na música de Cíntia Savoli.

Descrição da artista

Natural de Brasilia, Cintia Savoli iniciou seus passos no mundo da música cantando bossa nova, samba e chorinho influenciada por sua mãe. Em 1998 começou seu trabalho independente cantando e tocando teclado na Banda de Reggae Arawaks. Nesse tempo dividiu palco com grandes artistas nacionais e internacionais entre eles: Ponto de equilíbrio, Marcelo D2, Natiruts, Tom Zé, Calton Coffie, Junior Gong, Aplha Blond entre outros. O rap bateu em sua porta em 2005 quando foi chamada para compor um grupo chamado Artigo do Rap e logo em seguida um grupo de rap feminino intitulado Poder Feminino. Sempre atuando como compositora, no rap sua escrita passeia desde a originalidade gangster brasiliense, dialogando com sua ótica sensível ao ver próximo como igual, até versos com teor de denúncia e protesto contra o sistema.

Sua voz, rima e flow fazem toda a diferença no cenário do rap feminino pois sua marca é forte e contundente, o que deixa bem claro nos shows e emociona o publico fazendo-o refletir. Atualmente residindo em Salvador, Cintia lançou seu álbum de estreia na carreira solo com a produção de Diego Wu 57 que conta com diversas participações dos melhores da cena do rap soteropolitano e tem uma parceria firmada com a MC manauense Mirapotira também residente de Salvador. Recentemente Cintia e Mirapotira lançaram o videoclipe intitulado “Sobrevivente da rua”.

Seu ultimo trabalho com a cultura hip hop é o projeto Rima Mina, juntamente com Mirapotira, e Sista Katia, grafiteira e feminista, e Nai Sena, uma das DJs mais conceituadas de Salvador. Juntas as quatro se propuseram a contribuir com o empoderamento das mulheres soteropolitanas na cena do hip hop, oferecendo oficinas de rima, grafite, Freestyle, defesa pessoal e palestras sobre as questões relacionadas a mulheres no contexto atual.

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