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Thomás Meira fala sobre caos político em videoclipe “Inflamado de Inflação”

Escrito por Marcelo em . Postado em BSB

Thomás Meira fala sobre caos político em videoclipe “Inflamado de Inflação”
Com imagens do centro da capital paulista e do Jardim São Manoel, maior favela de palafitas do país, projeto coloca dedo na ferida e questiona o atual momento brasileiro
“ (...) até o próximo ano, vai ser sempre a mesma conversa fiada / que vai funcionar, que vai melhorar a justiça federal / mas a grande verdade é que a gente sempre paga no final / eu e você / estamos nessa lama em coma, na democracia do poder / sem poder / vamos pagar à prazo o pato, a fome e toda conta do temer”
Com esses versos o cantor e compositor Thomás Meira lança - em meio ao caos político e as inúmeras dúvidas sobre os próximos capítulos da história brasileira - a inédita “Inflamado de Inflação”. Produzida por Felipe Câmara, track, apesar da levada dançante, coloca o dedo na ferida ao expor indignação. “Acredito que essa música nasce de um sentimento em comum. Eu, por exemplo, vejo minha mãe trabalhando, incansavelmente, todos os dias. Ela está pagando mais, cada vez mais, para viver. Todos estamos. E, mesmo com o nosso esforço total, muitas coisas não progridem por causa de um sistema ineficaz, falido e corrupto” , ressalta o artista.
O vídeo, dirigido por Carlos Franco, reúne imagens do centro da capital paulista e do Jardim São Manoel, maior favela de palafitas do país.
“Acho importante acrescentar que neste projeto também estamos criticando a polarização. Polarização essa que nos atrapalha e não nos une, tendo em vista que nesse momento ninguém ao certo - independente de lado, credo, cor ou raça - tem confiança plena em seus escolhidos. A desconfiança é mesmo geral”, pontua.
Para personificar a discussão, dois homens engravatados cumprem o papel dos tais falastrões que se preocupam muito mais com a foto do que com aquilo que realmente precisam: mudanças urgentes, melhorias gerais e a necessária e nunca verdadeira credibilidade governamental.
Cria do Grajaú, o poeta e militante Márcio Ricardo faz participação especial. É ele quem avisa: "entre a quebrada e o asfalto, há esperança no olhar".

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